O Fluir da Vida na Sabedoria das Plantas
- Escrita e Tisanas D'Alma
- 20 de nov.
- 2 min de leitura
A vida flui como o vento leve do outono —
ora abranda, ora acelera, ora muda de direção.
E eu, no meio desse movimento, aprendo a escutar o ritmo da natureza,
que sempre sabe o tempo certo de cada coisa.
No silêncio quente dos dias dourados, descubro que as plantas
são as guardiãs do tempo.
Sabem nascer, crescer, entregar-se, morrer e renascer.
Sabem o tempo.
Sabem o ritmo.
Sabem o caminho.
São elas que, com paciência, me lembram que tudo amadurece no seu momento.
Nada se apressa. Nada se força.
Tudo flui.

É nesse ritmo suave que preparo a minha Tisana Outono d’Alma.
Enquanto a água aquece, observo as ervas repousarem,
como quem acolhe o tempo da vida com ternura.
E então, a sabedoria das plantas revela-se —
uma a uma, como mensageiras antigas que conhecem os segredos do corpo e da alma.
✨ A calêndula, dourada como o sol que se recolhe,
ensina-me a renascer mesmo nos dias mais frios.
Recorda-me que o renascimento é uma lei antiga
e que a alma conhece sempre o caminho de volta ao brilho.
A sua luz cura, aquece e ilumina.
✨ A camomila, com a sua suavidade,
acalma tempestades interiores que ninguém vê.
Silencia o ruído do mundo e embala o espírito.
É descanso em forma de flor.
✨ A erva-doce adoça o instante
e recorda-me a importância da ternura —
a suavidade que sustenta o coração.
Sussurra que a leveza também é sabedoria
e que nem tudo precisa de ser difícil para ser verdadeiro.
✨ A hortelã, fresca como vento de final de tarde,
abre espaço dentro de mim,
aliviando o que pesa e libertando o que já não serve.
✨ A canela desperta memórias de conforto,
acende o fogo sereno que aquece pensamentos e emoções.
✨ E o gengibre, raiz de força antiga,
firme e vibrante,
traz coragem e vitalidade —
a força que nasce do centro e se expande.
Recorda-me que a vida pulsa onde houver ousadia.
Cada planta oferece o seu ensinamento,
como se cada gole fosse uma conversa silenciosa
entre a natureza e a minha alma.
Uma sabedoria ancestral,
um reencontro entre o meu corpo,
a minha alma
e a memória da própria terra.
Tudo flui porque tudo é cíclico.
Tudo se transforma porque tudo é vivo.
Tudo chega porque a vida nunca falha.
E, no calor desta tisana,
sinto-me abraçada pelas plantas,
pelos ciclos,
pela natureza.
O fluir torna-se oração.
O silêncio torna-se bênção.
E, ao saborear esta tisana,
sinto-me guiada pela sabedoria antiga das plantas —
uma sabedoria que me convida a viver com mais presença,
mais calma
e mais gratidão.
Porque, afinal, fluir com a vida
é também permitir que ela cuide de mim,
me aqueça
e me transforme suavemente.
Tudo flui.
Tudo se transforma.
Tudo chega na hora certa.
E eu, grata, deixo-me fluir com a vida
e ao sabor da sabedoria da mãe natureza.
Com gratidão,
Cátia Santos
🍵 Aqueça o seu momento de recolhimento com a Tisana Outono d’Alma
Um abraço quente e sereno, preparado com plantas que equilibram o corpo e a alma.



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