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O Fluir da Vida na Sabedoria das Plantas

A vida flui como o vento leve do outono —

ora abranda, ora acelera, ora muda de direção.

E eu, no meio desse movimento, aprendo a escutar o ritmo da natureza,

que sempre sabe o tempo certo de cada coisa.


No silêncio quente dos dias dourados, descubro que as plantas

são as guardiãs do tempo.

Sabem nascer, crescer, entregar-se, morrer e renascer.

Sabem o tempo.

Sabem o ritmo.

Sabem o caminho.

São elas que, com paciência, me lembram que tudo amadurece no seu momento.

Nada se apressa. Nada se força.

Tudo flui.

Cada infusão é um lembrete suave: tudo flui no seu tempo. E eu fluo com a sabedoria da natureza.
Cada infusão é um lembrete suave: tudo flui no seu tempo. E eu fluo com a sabedoria da natureza.


É nesse ritmo suave que preparo a minha Tisana Outono d’Alma.

Enquanto a água aquece, observo as ervas repousarem,

como quem acolhe o tempo da vida com ternura.

E então, a sabedoria das plantas revela-se —

uma a uma, como mensageiras antigas que conhecem os segredos do corpo e da alma.


A calêndula, dourada como o sol que se recolhe,

ensina-me a renascer mesmo nos dias mais frios.

Recorda-me que o renascimento é uma lei antiga

e que a alma conhece sempre o caminho de volta ao brilho.

A sua luz cura, aquece e ilumina.


A camomila, com a sua suavidade,

acalma tempestades interiores que ninguém vê.

Silencia o ruído do mundo e embala o espírito.

É descanso em forma de flor.


A erva-doce adoça o instante

e recorda-me a importância da ternura —

a suavidade que sustenta o coração.

Sussurra que a leveza também é sabedoria

e que nem tudo precisa de ser difícil para ser verdadeiro.


A hortelã, fresca como vento de final de tarde,

abre espaço dentro de mim,

aliviando o que pesa e libertando o que já não serve.


A canela desperta memórias de conforto,

acende o fogo sereno que aquece pensamentos e emoções.


E o gengibre, raiz de força antiga,

firme e vibrante,

traz coragem e vitalidade —

a força que nasce do centro e se expande.

Recorda-me que a vida pulsa onde houver ousadia.


Cada planta oferece o seu ensinamento,

como se cada gole fosse uma conversa silenciosa

entre a natureza e a minha alma.

Uma sabedoria ancestral,

um reencontro entre o meu corpo,

a minha alma

e a memória da própria terra.


Tudo flui porque tudo é cíclico.

Tudo se transforma porque tudo é vivo.

Tudo chega porque a vida nunca falha.


E, no calor desta tisana,

sinto-me abraçada pelas plantas,

pelos ciclos,

pela natureza.

O fluir torna-se oração.

O silêncio torna-se bênção.


E, ao saborear esta tisana,

sinto-me guiada pela sabedoria antiga das plantas —

uma sabedoria que me convida a viver com mais presença,

mais calma

e mais gratidão.

Porque, afinal, fluir com a vida

é também permitir que ela cuide de mim,

me aqueça

e me transforme suavemente.


Tudo flui.

Tudo se transforma.

Tudo chega na hora certa.

E eu, grata, deixo-me fluir com a vida

e ao sabor da sabedoria da mãe natureza.


Com gratidão,

Cátia Santos



🍵 Aqueça o seu momento de recolhimento com a Tisana Outono d’Alma

Um abraço quente e sereno, preparado com plantas que equilibram o corpo e a alma.

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